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Feliz Poema Novo
Um Lance da Dados no Reveillon da Riviera.
Depois de lançar os dados na Casa das Rosas e com as crianças (veja matérias abaixo), a troupe da Par&Cia Limitada foi convidada pela Revista Veja São Paulo para participar do Espaço Cultural Veja São Paulo, na Riviera de São Lourenço. E lá fomos nós, rolando os dados estrada abaixo em pleno 1º de janeiro. Abrimos a programação do ano com a criançada e público presente no agradável e charmoso Espaço Cultural Veja São Paulo, com a produção de Suzy Von Scherb, e um poema novo, criado por mais de 100 pessoas. Desta vez, tivemos o auxilio luxuoso da clown Ophélia, que deu o ar da graça na seleta praia.
Pra quem não sabe, a idéia deste projeto é brincar com 3 dados (6 palavras comuns em cada um). O resultado, em qualquer ordem, deve ser um verso com valor poético. Assim, os participantes descobrem a mágica da criação e o prazer da poesia em poucos minutos. O projeto é uma homenagem ao poeta Mallarmé, fundador da moderna poesia e criador do poema homônimo, além do poeta e escritor Oswald de Andrade (veja detalhes em reportagens abaixo).
A seguir, algumas imagens do evento e, logo após, o poema feito pelo público do Espaço Cultural Veja São Paulo. Bom divertimento.


Escrito por Elcio Fonseca às 18h50
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Falha nossa
Prazer em conhecê-los.
Um pouco aí em baixo, você tem reportagens, fotos, créditos dos lançamentos dos livros da Par&Cia Limitada em São Paulo, Rio de Janeiro, interior de São Paulo, tudo bonitinho. Faltou apenas uma coisa. Isso mesmo, os livros. Leitores começaram a nos escrever querendo conhecer mais sobre os livros que são objetos destes saraus e lançamentos. Então, corrigindo nossa falha, vamos colar a partir daqui, uma palinha de cada um dos três lançamentos, seguido do texto das orelhas dos respectivos. Boa viagem.

Não é japonês, mas sabe reduzir tudo ao máximo.
O que é o máximo na poesia de Elcio Fonseca são os mínimos. Não o minimalismo unicórdio, uníssono, mas é essa capacidade de dizer o máximo com economia, sem fazer o mínimo esforço.
Tudo ali parece fácil. Ele sabe como ninguém esconder todo o suor da lida com as palavras atrás de versos que têm um frescor e uma dicção tão fácil que parecem que saíram naturalmente, de uma única vez, da sua boca.
É um fingidor. Só eu e poucas outras pessoas mais próximas sabemos o quanto dói cada sílaba feliz de seus poemas. Quantas vezes foram reescritas, quantas palavras foram recusadas, quantas ficaram de castigo, quantas foram inventadas, quantas tiveram seus sentidos subvertidos, quantas foram ditas em voz alta até que o som, o ritmo, as imagens, as idéias, as metáforas, as rimas internas e externas pudessem compor estas pequenas sinfonias.
Dos 21 anos cobertos por esta seleção de poemas eu tive o prazer de estar presente em 20. Conheci Elcio em 1981, fazendo poesia num boteco na Rua Augusta. E é a poesia que sustenta até hoje esta amizade.
Vi a maioria destes poemas sendo gestada. Os vi nascer, peguei vários deles no colo, vi crescerem, amadurecerem e agora serem publicados. E o Elcio fez o mesmo com os meus. Somos compadres nesse negócio.
Posso assegurar uma coisa, e só ele pode negar se achar que é exagero: Elcio Fonseca vive de poesia. Se houvesse como proibi-lo de fazer poesia, estariam lhe roubando todo o sentido. Sorte nossa que não há como fazer isso. A máquina da poesia em Elcio Fonseca está inexoravelmente acorrentada à sua alma. Nem ele tem a chave. Está condenado a nos alegrar com sua poesia para sempre.
Escrito por Elcio Fonseca às 00h36
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Coelho nos trilhos

As palavras sofrem na mão do poeta.
Um menino olha o mundo a partir dos trilhos da parada de número 88, lá pelos lados do Piqueri. A primeira lição: as linhas sempre paralelas, acabam por definir o infinito, como parece insinuar o duplo oito da estação de onde partiram os sonhos de Abel Coelho.
O trem avança. E São Paulo vai se esticando sob os pés do poeta, que desenha seus próprios trilhos, limando limites sob o sol a pino. Percorre, uma a uma, as estações que o levariam à Luz. Mas para Abel a chegada não encerra a busca. Inquieto, está sempre pronto para uma nova viagem, que o levará de volta ao signo do infinito. Essa é a poesia do menino da Parada 88. Para nossa sorte um percurso que não tem ponto final. Personagem bíblico ao contrário, Abel não lamenta o paraíso perdido. A lesteoeste do seu Éden urbano lavra com sua pá a terra desolada do lugar comum e do efeito fácil desses dias de magras colheitas.
Poeta lab/or/atório, torce as palavras, funde planos, promove uma fissão no núcleo dos sentidos para nos presentear com o puro deleite de sua pena. Ler seus poemas é deitar em cama macia, convidativa, sedutora como as curvas de Oscar Niemayer, os brancos de Octavio Paz, as pausas de Mallarmé.
Íntimo da invenção, da lida com o latim, da leitura diária dos signos em rotação, presença certa na província dos provençais, Abel nos fala ainda com o sotaque da tradicção, que nos leva a todos os modernos - bem entendido, os que ficaram.
A partir das pautas de aço o menino aprende a ler as coisas. O poeta maduro ainda mantém o ouvido atento, escutando o movimento da terra nos trilhos que indicam o sem-fim do mundo. Abel aprendeu desde cedo a lançar o olhar além. E é por aí que consegue nos levar adiante com seu fino estilo.
As palavras sofrem na mão do Abel. Para alívio nosso, a quem sobra apenas o prazer de ler seus versos mais que perfeitos.
Elcio Fonseca.
Poeta e editor
Escrito por Elcio Fonseca às 00h34
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Aperitivo de Bauru

Uma cesta de flores.
Você tem nas mãos um livro de poesia que não é apenas mais um. Em Renata Machado os lugares ganham novas dimensões, os cheiros novos sentidos e a memória novos usos.
Renata revisita sua origem e nos traz os aromas, os gostos, as salas amplas, cortinas floridas, varandas e vertentes que não têm o cheiro do passado, mas a marca da distância tratada com o talento de quem sabe que a vida é mais do que apenas o desafio de vivê-la; é memória e registro. E como Renata sabe ferir a página com o fino estilo de seus delicados versos.
Aqui você não vai encontrar facilidades. Esteja preparado para uma viagem da qual não se volta igual. Após a leitura das páginas deste livro você vai perceber que é possível uma poesia de tom marcadamente biográfico - no sentido de ser escrita com a própria matéria da vida - mas sem a nota confessional de tanto verso torto que se encontra por aí.
Noroeste é o norte de Renata. Ela parte da gênese encravada nas terras brancas de Bauru para ganhar o mundo com seu olhar sensível e - o melhor - marcado por uma profunda paixão por tudo o que é demasiadamente humano. Mais do que um livro de poesia, este é um mapa dos limites da emoção: até onde pode nos levar a insana aventura de amar, a poesia de Renata nos serve de guia e parâmetro.
De Bauru para o mundo, passando pelo interior da alma, você vai desfrutar nos poemas de Renata Machado o que o próprio nome de sua cidade do Noroeste paulista traz numa de suas possíveis origens: “cesta de flores”. E aqui a metáfora é inevitável: espinhos e dificuldades vencidas, resta o puro perfume da poesia que nos inquieta e encanta a todo momento. Lembrando Chico Buarque: cheire Renata. E aproveite os complexos buquês de sua mágica e surpreendente cesta de versos.
Elcio Fonseca.
Poeta e editor
Escrito por Elcio Fonseca às 00h32
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Lançamento em Bauru
O templo da poesia em Bauru.
Na quinta feira, 23/11, os poetas da Par&Cia Limitada encerraram a turnê de lançamento de 2006 na cidade natal de Renata Machado, autora de Noroeste. O restaurante e bar Templo, que, sabiamente, conhece a etimologia de “sabor”, que vem da mesma raiz de “saber”, é o endereço da cidade para lançamentos e exposições de arte, fotografia etc. Nesta noite, o local se transformou em templo da poesia em Bauru. Com forte apoio da mídia local, o restaurante ficou pequeno para os amigos, artistas e intelectuais que foram prestigiar, sobretudo, a volta da filha pródiga, Renata Machado, à cidade.
O músico Bitenka apresentou as canções de seu CD “Madeira”, que recebeu elogios até de Chico Buarque, e ainda prestou um auxílio luxuoso para a leitura dos poemas, feita pelos três poetas, intercalada às músicas de seu CD. Uma noite que só se encerrou no dia seguinte, quando Renata Machado fez uma palestra no Museu Ferroviário de Bauru (duas últimas fotos). Discretamente localizado em um prédio ao lado da grandiosa Estação Ferroviária da Noroeste do Brasil, o Centro de Memória Regional da Universidade Estadual Paulista (Unesp)/Rede Ferroviária Federal S. A. (RFFSA) passa despercebido dos transeuntes. Ninguém imagina que por trás daquelas imensas janelas, esteja guardada farta e rica documentação sobre a história da ferrovia e sua intrínseca relação com Bauru.
Lá, onde se encontra o acervo da antiga Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (NOB), cujos primeiros registros datam de 1904, como livros manuscritos, impressos, fotografias, além de mapas, gráficos e plantas de engenharia e arquitetura, Renata Machado iniciou fazendo uma biografia poética, falou sobre os caminhos de sua poesia, que partiram daquela estação e ganharam o mundo. Foi um momento de grande emoção e que marcou o encerramento da turnê. E aqui fica difícil evitar o chavão, fomos embora de Bauru, mas a cidade não vai mais sair do nosso coração.

Escrito por Elcio Fonseca às 15h15
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Empresas com responsabilidade cultural
Marcas de cultura.
Por que uma empresa apóia cultura? Porque, acima de tudo, tem responsabilidade social e cultural. Porque sabe que uma empresa é mais do que um empreendimento mercantil, é uma marca na vida da sociedade na qual está inserida. Porque sabe que devolver uma parte de seu lucro, investindo em cultura é a maneira mais inteligente de dizer “obrigado pela preferência” a um público qualificado. E, pior de tudo, por que uma empresa apoiaria uma iniciativa poética? Porque sabe de tudo isso e muito mais: está antenada com o que há de mais moderno e avançado em marketing no mundo. Empresas como essas merecem todo destaque, em qualquer tempo. Por isso fazemos questão aqui de agradecer à essas empresas que apoiaram o lançamento na Par&Cia Limitada em duas capitais e duas cidades de São Paulo.
Vale ainda mencionar (não estão no quadro dos logotipos): Via News, Promopack Solution, Industria Gráfica Itu, além de Fátima Coelho, competente produtora e animadora cultural.
Merci.

Escrito por Elcio Fonseca às 20h30
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Lançamento em São José dos Campos
Poesia na cidade da tecnologia.
São José dos Campos, o pólo de tecnologia do país, foi a quarta cidade a ser visitada pela troupe da Par&Cia Limitada. Na noite de 14 de novembro de 2006, o restaurante Baccio, um dos principais endereços da cidade, recebeu os poetas Elcio Fonseca, Abel Coelho e Renata Machado, além da presença luxuosa da cantora Titina, do cantor Elcio, homônimo do autor de Máximo de Mínimos e ainda a banda de rock X-Rock, que apresentou clássicos do Rock. A noite contou com um sarau apresentado pelos poetas e convidados, e teve a presença de parte significativa da inteligentsia da região. Confira nas fotos os principais momentos.

Escrito por Elcio Fonseca às 15h14
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Tem poesia no reino dos narizinhos
Crianças criam poesia.
Dia 9 de novembro o projeto “Um lance de Dados” foi ao encontro da criançada do Colégio Monteiro Lobato, na zona norte de São Paulo. Mais de 120 crianças, de primeira à quarta série, jogaram os dados e criaram um poema onde, novamente, o acaso deu as cartas.
O poeta Elcio Fonseca apresentou seu livro “Máximo de Mínimos” e respondeu à rajada de perguntas da afiada garotada sobre sua carreira, seus livros etc. Os assuntos variaram de Gutenberg, hieróglifos egípcios, até literatura e poesia sem limites de idade.
“Foi o meu dia de Marcos Rey”, declarou Elcio. “Seu eu soubesse o quanto é gratificante estar em contato direto com leitores tão inteligentes e preparados, tinha começado a escrever para este público há muito mais tempo”, finalizou o poeta que prepara um livro de poemas voltados para a criançada, em conjunto com o artista gráfico Marcello Sellan.
Veja, nas fotos, alguns momentos do evento. E, a seguir, o poema feito pela criançada do Monteiro Lobato.

Crianças aos montes, interesse total, pouco tempo para todos participarem. Tivemos que parar nos primeiros 40. Mas, veja só que belo poema a criançada do Monteiro Lobato criou:

Escrito por Elcio Fonseca às 22h00
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Lançamento no Rio de Janeiro
Letras e muitas expressões no Leblon.

Outdoor colado em locais do Rio de Janeiro, parte da campanha de lançamento.
A livraria Letras & Expressões foi palco de uma noite de poesia e arte, sob o comando do animador cultural João Luiz de Souza, poeta e assessor de cultura da Universo – Universidade Salgado Filho, do Rio de Janeiro.
Ao convite de João Luiz, atenderam atores e poetas cariocas que abrilhantaram a noite com performances a partir dos poemas dos livros de Elcio Fonseca, Abel Coelho e Renata Machado. Entre eles, contamos com Igor Cotrim, Patrícia Carvalho, Mano Mello, Augusto Dias, Luis Felipe Leprevost, além da presença marcante de Johayne, do grupo AfroReggae.
Para complementar, a noite foi documentada pelo cineasta Neville de Almeida.
O músico Bitenka, que está lançando seu CD – com elogios de Chico Buarque, entre outros - foi o responsável pela trilha sonora da noite, num repertório que mesclou música brasileira, blues e jazz. O patrocínio de marcas de prestígio como Vinhos Almadén, Champagne Chandon, Lidador, PodBrasil, Chateau La Villete – Campos do Jordão, Gráfica Atrativa, Promopack Solution, Industria Gráfica Itu, Cabral Editora Universitária, além da própria livraria Letras & Expressões, foram fundamentais para o sucesso do evento, que teve a produção de Greice Drummond.
Neste mesmo dia, os poetas paulistas estiveram presentes no programa “Atitude.com”, da TVE, em rede nacional, levando um pouco de poesia ao público do programa. Acompanhe, através das fotos abaixo, alguns momentos do evento.


Escrito por Elcio Fonseca às 18h56
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Mais Rio de Janeiro

Escrito por Elcio Fonseca às 18h52
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Lançamento em São Paulo
Brotou poesia na Casa das Rosas.
Outdoor colocado em São Paulo: campanha de lançamento
Dia 25 de outubro de 2006 foi o lançamento dos três primeiros livros da Par&Cia Limitada: “Máximo de Mínimos”, de Elcio Fonseca, “Parada 88” de Abel Coelho e “Noroeste” de Renata Machado. Mais de 600 pessoas compareceram à casa da poesia em São Paulo para prestigiar o lançamento dos livros e do selo de poesia, que promete novidades para os próximos meses.
O músico Bitenka, que está lançando seu CD – com elogios de Chico Buarque, entre outros - foi o responsável pela trilha sonora da noite, num repertório que mesclou música brasileira, blues e jazz. O patrocínio de marcas de prestígio como Vinhos Almadén, Champagne Chandon, PodBrasil, Chateau La Villete – Campos do Jordão, Gráfica Atrativa, Promopack Solution, Industria Gráfica Itu, Cabral Editora Universitária, além da própria Casa das Rosas e Secretaria da Cultura do Estado de SP, foram fundamentais para o sucesso do evento, que teve a produção de Suzzy Sherb, proprietária da Kissus Entertainment.
Acompanhe, através das fotos abaixo, alguns momentos do evento.

 
 
 
 
 
 
 
Escrito por Elcio Fonseca às 17h03
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A cidade cria poesia
Valsa de uma cidade.
Este é o poema criado por mais de 200 pessoas, que visitaram a Casa Das Rosas nos dias 7 e 8 de outubro de 2006 e participaram do projeto Um Lance de Dados, da Par&Cia Limitada.
Após cada verso de três palavras (correspondentes aos três dados jogados), você encontra o nome do autor na coluna da direita. Mas você pode inventar novos sentidos para a leitura do poema: na vertical, de trás para frente, de baixo para cima, o que quiser. Afinal, este é o espírito da nossa brincadeira, deixar que o acaso intervenha nos dados e daí extrair poesia. Bom divertimento e muito obrigado por ter ajudado a escrever este poema histórico.
O áudio deste poema pode ser ouvido no podcast PodBrasil.

Abaixo, as fotos do evento.
Escrito por Elcio Fonseca às 12h14
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Mallarmé na Paulista
Um poema escrito a 400 mãos
Publico comparece ao Corredor Literário na Paulista e joga os dados na Casa das Rosas fazendo um poema de 200 versos. Voz dos autores é gravada em PodCast.
Nos últimos dias 7 e 8 de outubro, o público que compareceu ao Corredor Literário da Paulista, uma promoção da Secretaria de Estado da Cultura e Associação Paulista Viva, pode participar do projeto Um Lance de Dados, dos poetas Elcio Fonseca e Abel Coelho.
Jogando 3 dados, em ordem escolhida pelo jogador, formava-se um verso de três palavras, por exemplo: “viva toda palavra” ou “toda palavra viva”, ou qualquer outra combinação entre as 18 palavras pré-estabelecidas pelos dados. O resultado foi um poema escrito pela cidade de São Paulo, com 200 versos, agrupados em 50 quadras. Os autores tiveram sua voz gravada pelo pod cast Pod Brasil (www.podbrasil.com.br) que resultará num belíssimo poema polifônico que em alguns dias estará disponível no pod cast.
A acolhida dos profissionais da Casa das Rosas também foi fundamental para o sucesso do peojeto, uma vez que o local guarda uma estreita relação com o projeto – Haroldo de Campos é o inspirador da idéia através de suas traduções e estudos da obra do poeta Stephane Mallarmé.
A seguir, algumas cenas do projeto na Casa das Rosas.

A casa de Haroldo de Campos brincando com Mallarmé

Textos informavam as bases do projeto. A idéia era brincar com as palavras e a criação poética.

Os dados no chão: 18 palavras para mais de 2000 combinações poéticas de três palavras

Jogando os dados, criando poesia, brincando com as palavras.

O verso era registrado no computador.

E a voz, gravada no pod cast. Poema visual e polifônico.

Famosos e anônimos, todos pela palavra.

A ancestral arte de escrever, com o auxílio luxuoso da tecnologia. O público gostou.

Monitores e técnicos: com equipe, fica tudo mais fácil.
Escrito por Elcio Fonseca às 11h49
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Lance de Dados no Corredor Literário na Paulista
Um lance de dados
Poemexperienciomenagem
Com o poema Un coup de dés (Um lance de Dados), o poeta Mallarmé, inaugurava, em 1897, uma era nova na poesia e na literatura ocidentais, abrindo caminho para cristalizar as discussões formais do futurismo, modernismo e outros movimentos de vanguarda. O poema trabalhava com experiências tipográficas funcionais, com destaque para o uso dos “brancos” na página, e no eixo epistemológico, sentenciava: um lance de dados jamais abolirá o acaso (un coup de dés jamais n’abolira le hasard).
À sombra do casarão que traz o nome de uma flor (uma das faces do dado árabe, que simboliza o acaso ou a sorte - hazard) e que abriga a biblioteca de Haroldo de Campos, que em seu artigo “Lance de olhos sobre Um Lance de Dados”, nos revelava os intrincados caminhos do poema-invenção de Mallarmé, iremos realizar esta experiência-homenagem tripla: a Haroldo, Mallarmé e Oswald de Andrade.
A experiência pretende prestar a homenagem e, ao mesmo tempo, celebrar a nossa língua – essa contribuição milionária de todos os erros, no dizer oswaldiano – através de um jogo onde a estrutura encontra o lúdico, num resultado sempre imprevisível. Apesar dos três dados que iremos jogar apresentarem palavras pré-estabelecidas, o lance sempre evocará o acaso. Mesmo conhecendo já as probabilidades, o acaso é que ditará as formulações e seqüências de modo incontrolável.
A partir de 18 palavras apenas, temos milhares de combinações possíveis para compor versos de três palavras. A quantidade de versos e o tamanho final podem ser limitados pelo tempo ou outro critério, mas a seqüência deles não. Criados por meio dos lances dos visitantes, os versos formarão o corpo final do poema. Uma obra do acaso com a colaboração da cidade de São Paulo, que poderá ser vista depois aqui no blog.
Escrito por Elcio Fonseca às 11h11
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A primeira empresa brasileira com fins poéticos
Este é de release, mas conta direitinho sobre a gente:
Idealizada pelos publicitários e amigos Elcio Fonseca e Abel Coelho, a Par&cia Limitada, exemplo dos selos no mercado fonográfico, foi criada para ser mais uma referência do que uma empresa no sentido clássico. Já que não possuíam vinculo com nenhuma editora, agentes, managers em geral, Elcio e Abel resolveram criar uma empresa que cuidasse de seus interesses. A primeira empresa brasileira com fins poéticos, puramente. É ela que cuida dos materiais, da qualidade gráfica, das estratégias mirabolantes e muito mais. E o melhor de tudo: é dirigida por duas pessoas que tem o maior interesse em que tudo corra muito bem: os próprios autores. Isso já facilita tudo. Com estes primeiros lançamentos, essa idéia começa a sair da ficção e ganhar o mundo real.

Elcio Fonseca, um dos pares da companhia

Abel Coelho, a companhia do par.
Escrito por Elcio Fonseca às 17h10
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